17.5.2026 Miguel de Almeida sobre críticos Para que serve o crítico de música popular? Ele é um parceiro do artista, alguém que indica caminhos, traduz a música para o grande público, ou apenas um frustrado, rancoroso, um sujeito que, incapaz de fazer arte, destrói os gênios da criação? Uma Geni a quem se deve apedrejar ou agradecer por nos apresentar artistas que sem ele ninguém notaria? Para responder a essas perguntas, Joaquim Ferreira dos Santos conversou com Miguel de Almeida no estúdio da Batuta. Jornalista, cineasta, escritor, ele está lançando “Meu odiado crítico”, pelas Edições Sesc. No livro, ele focaliza a obra de quatro críticos: Ezequiel Neves, Júlio Medaglia, Sérgio Cabral e Zuza Homem de Mello. Miguel, ele próprio um ex-crítico musical, faz perfis concisos desses personagens e apresenta uma coletânea de seus textos, o que acaba servindo como uma espécie de pequena história da música brasileira. Esses quatro críticos, segundo o autor, são interlocutores à altura da força criativa da música brasileira. Ezequiel Neves foi o homem da cultura pop, rock. Júlio Medaglia, maestro com formação clássica, aproximou-se de Caetano Veloso e Gilberto Gil no tropicalismo, escrevendo contra eles depois. Sérgio Cabral foi o que Miguel chama de “entidade carioca”, alguém que pôs “o samba na mesa de classe média”. E Zuza Homem de Mello era um apaixonado pela música que olhava com muito carinho o que ouvia, tendo se destacado também como produtor e radialista. Um segundo volume deve vir aí, segundo anuncia Miguel no final do programa. Repertório Aquarela do Brasil (Ary Barroso) – Made in Brazil Muito tudo (Walter Franco) – Walter Franco Disritmia (Martinho da Vila) – Martinho da Vila Chega de saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) – João Gilberto Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro É um programa da Rádio Batuta, a rádio de internet do Instituto Moreira Salles. Ouça essa série e mais outros programas no site da Radio Batuta: https://radiobatuta.ims.com.br.